Melodromatic Fool

“Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar. Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras, sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calma e perdoo logo. Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre. Tenho felicidade o bastante para ser doce, dificuldades para ser forte, tristeza para ser humana e esperança suficiente para ser feliz. Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre. Sou uma filha da natureza: quero pegar, sentir, tocar, ser. E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério. Sou uma só. Sou um ser. A única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo.”
— Clarice Lispector

Se isso não for amor, então eu sinceramente não sei o que é amar.

“Porque eu sei que é amor eu não peço nada em troca. Porque eu sei que é amor eu não peço nenhuma prova. Mesmo que você não esteja aqui, o amor está aqui agora. Mesmo que você tenha que partir, o amor não há de ir embora. Eu sei que é pra sempre, enquanto durar, eu peço somente o que eu puder dar. Porque eu sei que é amor, sei que cada palavra importa. Porque eu sei que é amor, sei que só há uma resposta. Mesmo sem porquê eu te trago aqui, o amor está aqui comigo, mesmo sem porquê eu te levo assim, o amor está em mim mais vivo. Eu sei que é pra sempre, enquanto durar, eu peço somente o que eu puder dar. Porque eu sei que é amor.”
— Titãs

– […] Que quer dizer “cativar”? – indagou o princepizinho. – É uma coisa muito esquecida – disse a raposa. Significa “criar laços”. – Criar laços? – Exatamente – disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão uma pessoa inteiramente igual a cem mil outras pessoas. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. […] Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo… – Começo a compreender – disse o princepizinho. […] A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe: – Por favor… cativa-me – disse ela. – Bem quisera – disse o princepizinho –, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer. – A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! – Que é preciso fazer? – perguntou o princepizinho. – É preciso ser paciente – respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto… No dia seguinte o princepizinho voltou. – Teria sido melhor voltares à mesma hora – disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos! – Que é um rito? – perguntou o princepizinho. – É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. […] E assim o principezinho cativou a raposa. […] – Adeus – disse ele. – Adeus – disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. – O essencial é invisível para os olhos – repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. – Os homens esqueceram essa verdade – disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
SAINT-EXUPÉRY, Antoine. O Pequeno Príncipe. Rio de Janeiro: Agir, 1973.

– […] Que quer dizer “cativar”? – indagou o princepizinho. – É uma coisa muito esquecida – disse a raposa. Significa “criar laços”. – Criar laços? – Exatamente – disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão uma pessoa inteiramente igual a cem mil outras pessoas. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. […] Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti única no mundo… – Começo a compreender – disse o princepizinho. […] A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe: – Por favor… cativa-me – disse ela. – Bem quisera – disse o princepizinho –, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer. – A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigosSe tu queres um amigo, cativa-me! – Que é preciso fazer? – perguntou o princepizinho. – É preciso ser paciente – respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto… No dia seguinte o princepizinho voltou. – Teria sido melhor voltares à mesma hora – disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos! – Que é um rito? – perguntou o princepizinho. – É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. […] E assim o principezinho cativou a raposa. […] – Adeus – disse ele. – Adeus – disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. – O essencial é invisível para os olhos – repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. – Os homens esqueceram essa verdade – disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.

SAINT-EXUPÉRY, Antoine. O Pequeno Príncipe. Rio de Janeiro: Agir, 1973.

(Fonte: isabellemam)

“A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande.”
Pequeno Príncipe  (via garootoprostituto)

(via garootoprostituto)

minhavidasemti:

Ninguém pode mudar uma pessoa, mas alguém pode ser a razão pela qual uma pessoa muda - Bob Esponja

minhavidasemti:

Ninguém pode mudar uma pessoa, mas alguém pode ser a razão pela qual uma pessoa muda - Bob Esponja

(Fonte: tears-of-a-boy)

“Pessoas quietas possuem mentes barulhentas.”
Stephen Hawking  

(Fonte: exilar, via futura-esposa)

“Tem beijo que parece mordida, tem mordida que parece carinho, tem carinho que parece briga e tem briga que aparece pra trazer sorriso.”
— O Teatro Mágico 

(Fonte: cerimoniais, via mon-a-m-o-u-r)